sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Flying... in Paradise

*Para todos os preocupados, eu só precisava de umas boas noites de sono. Mesmo muitas. Muito obrigada pelos comentários e por todo o apoio*


Uma borboleta.
Uma bonita borboleta. Não precisa de ser nada de especial.
Agora imaginem que ela transpõe toda as barreiras deste mundo e do outro, toda a tristeza e solidão.
Imaginem que ela atinge o paraíso, a perfeição.
Olha à volta.
O paraíso é tal como imaginou. É radioso, esplendoroso, magnífico, macio... Mas é silencioso...

Onde estão os pássaros a cantar?
Onde estão os miúdos a tentar apanhá-la?
E as gargalhadas de horas de diversão?
E as bolhas de sabão, e os desabafos no parque, e as ondas a rebentarem?
Para onde foi o barulho?
E a música?

Ela olha lá para baixo, através de barreiras de sofrimento e dor, e vê o mundo de onde saiu. Aqui é tudo tão perfeito... Mas lá em baixo está tudo o que ela gosta...

Volta passar por aquelas barreiras, que doem mais a cada passagem.
O seu lugar não é, nem nunca será, num local perfeito e solitário.
Ela precisa de crianças a persegui-la, de abelhas ao seu lado, do vento a oscilar por entre as suas asas.
Porque sem isso, ela nunca será feliz.


SM** Cappuccino
Como eu tinha saudades de ouvir tudo e mais alguma coisa a restolhar aos meus ouvidos sem ter importância nenhuma...

"Podemos sofrer no deserto e, no entanto, amá-lo. De resto, é por causa desse sofrimento que o amamos." Saint-Exupéry

domingo, 18 de outubro de 2009

Nem sei

Something it feels like dreaming...

Às vezes nem sei.
Nem sei o que nem sei.
Às vezes olho para aqui e apetece-me escrever e depois nem sei.
Às vezes estou a sonhar com sei lá eu o quê só porque sabe bem.
Às vezes nem sei o que quero fazer.
Às vezes só me apetece dormir porque tenho andado mesmo muito cansada. De tudo.
Mas depois não consigo dormir sei lá eu porquê.

Às vezes, a maioria das vezes, penso: ninguém deveria de acordar cansado.
Depois penso: mas mais vale acordar cansado do que a chorar. Odeio acordar a chorar, porque fico triste o resto do dia e nem sei porquê.
Mas quando acordamos a chorar, podemos tomar uma boa dose de Happy Pills e saber que sempre temos os amigos/vizinhos/familiares/outros para nos reconfortar. Não dura muito, porque afinal quem é que desperdiça um dia triste só porque teve um sonho sei lá eu sobre o quê? Ficar triste por algo com que sonhámos e nem nos lembramos é isso mesmo: desperdiçar um dia (inteirinho).
Quando acordamos cansados sabemos que só queremos dormir. Mas voltamos a acordar cansados e pensamos: mas o que é que eu tenho? E só nos apetece dormir para sempre. Mesmo.


Mas não pode ser, pois não?

SM** Cappuccino
Demasiado cansada para escrever sei lá eu o quê.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Hs


Honestly, I never needed you. I just thought that.
Now I'm Happy.
And Nothing, NOTHING, can defeat this Happiness.


SM** Cappuccino
Living Happily Ever After
"You Can't Touch This" MCHammer

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

(Not) POP

Lembrei-me um dia
De pôr um sonho numa bola de sabão.

Umas daquelas feitas e sopradas com tanta dedicação pelas crianças.
Bonitas e redondas,a voarem até ao espaço sideral.
Qual sideral, qual quê, a voarem até ao Infinito.

O único problema, está nos adultos.
Enquanto que as crianças tentam apanhar as bolas de sabão porque não sabem que têm sonhos meus lá dentro, porque acham divertido e porque se riem a meio,
Os adultos destroíem-nas porque ninguém, segundo eles, pode sonhar por aqui. E acham giro destruir os sonhos de alguém.



Por isso vou por o meu sonho numa bolinha muito pequenina.
Pode ser que seja levada até ao sorriso de uma criança.



SM**Cappuccino
Always dreaming around here. It may come true someday.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dewey

Para todas as pessoas que precisam. Que precisam.
Para todas as que estão "mal de espírito".
E em especial para a Maria Francisca (a minha Patita).
Na nossa sociedade, as pessoas acreditam que têm de "fazer" alguma coisa para serem reconhecidas, e com isto quero dizer alguma coisa óbvia e, de preferência, filmada. Espera-se de uma cidade famosa que tenha sobrevivido a um tsunami e a um incêndio florestal, ou produzido um presidente, ou sido cenário de algum crime horrível. Espera-se de um gato famoso que tenha salvado uma criança de um edifício em chamas, encontrado o caminho de casa depois de ter sido deixado do outro lado do país, ou que consiga miar o hino nacional. E esse gato não pode ser só heróico e talentoso, tem também de ter jeito para a comunicação social, ser atraente e ter um bom agente, ou nunca aparecerá no The Today Show.
Dewey não era assim. Não executava feitos espectaculares. Não havia ninguém a empurrá-lo para o sucesso. Nós não queríamos que ele fosse nada mais do que o adorado gato da biblioteca de Spencer, Iowa. E era só isso que ele queria, também. Só fugiu uma vez, não foi mais longe que dois quarteirões e mesmo isso foi longe de mais.
Dewey não era especial por ter feito qualquer coisa extraordinária, mas porque era extraordinário. Era como uma daquela pessoas aparentemente vulgares que, depois de as conhecermos melhor, se destacam da multidão. São aquelas pessoas que nunca faltam ao trabalho, nunca se queixam, nunca pedem mais do que a sua quota parte. São aqueles raros bibliotecários, vendedores de automóveis e empregadas de mesa que prestam um serviço excelente por princípio, que vão além das suas obrigações porque tem uma paixão pelo trabalho. Algumas ganham prémios; outras ganham muito dinheiro; a maioria passa despercebida e é tomada como certa. Os empregados de loja. Os caixas bancários. Os mecânicos de automóveis. As mães. O mundo têm tendência a reconhecer aqueles que são únicos e que dão nas vistas, os ricos e egocêntricos, não aqueles que fazem coisas normais extraordináriamente bem. Dewey tinha origens humildes; sobreviveu a uma tragédia; encontrou o seu lugar. Talvez essa seja a resposta. Ele encontrou o seu lugar. A sua paixão, o seu objectivo, era tornar esse lugar, por mais pequeno e fora de mão que pudesse parecer, um lugar melhor para todos.
(...)
Era assim que Dewey funcionava. Conquistava corações dia após dia, uma pessoa de cada vez. Nunca excluía ninguém nem tomava ninguém como certo. Ele não era apenas mais um gato a quem as pessoas faziam festas e que nos fazia sorrir. Todos os utilizadores regulares da biblioteca, absolutamente todos,sentiam que tinham uma relação única com Dewey. Ele fazia toda a gente sentir-se especial."
(in Dewey, de Vicki Myron)

Porque tu és especial e sabes disso. As melhoras de tudo.
SM** Cappuccino

P.S: Peço imensas desculpas pela ausência e falta de comentários, mas é excesso de trabalho XD
P.P.S: E pela extensão do texto, mas tinha mesmo que ser