segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Às vezes acordamos de manhã e, por entre aqueles sonhos que se desvanecem lentamente, e os raios que nos acordam de uma forma suave e deliciosa, olhamos pela janela.
Olhamos, e por entre a neblina matinal, a paisagem ainda desfocada de sono, sabemos que vai ser um bom dia. Sabemos simplesmente. Hoje o mundo esteve bonito. Ai esteve sim senhora.
Pode ser que amanhã ainda esteja melhor.

domingo, 18 de setembro de 2011

Tenho imensa coisa para publicar no Blocos de Desenho, mas não gosto muito do visual daquilo. Que me aconselham?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Estive de férias. A viver outra vida, a conhecer outra realidade.
E pessoas, pessoas feitas de ferro com um coração de chocolate. Pessoas com trejeitos de encantar e sorrisos magníficos. Com sonhos, ideias e esperanças sempre prontas a serem discutidas.
E conheci a Inês, a pessoa com a cara mais fofinha que possam imaginar, com uma gargalhada que nos faz rir só de lembrar, feita de algodão doce e recheada de açúcar para os peixinhos.
Estive de férias, e voltei com o coração um pouquinho mais doce. E eu que nunca gostei muito de açúcar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pseudo crónica

Com muitas teias de aranhas prontas a serem limpas.
A verdade é que estas férias andam a ser um rebuliço para cá e para lá. Enfim, o descanso já está a vista, o regresso ao trabalho também.

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 Lisboa é peculiar.
Peculiar na sua forma de ser e de andar, sempre demasiado irritadiça, demasiado apressada.
Peculiar, de telhados coladinhos e edifícios históricos. De praças e largos, de cidade agregada ao rio.
Em perfeita simbiose, nem o rio é famoso sem a cidade por lá, nem a cidade tem vida e funciona sem o rio por perto.
Na verdade, toda a Lisboa vive numa intricada simbiose difícil de compreender, mas fácil de integrar. Lisboa não vive sem os trabalhadores desatentos e apressados, os condutores stressados, os turistas incrédulos e as obras intermináveis na maioria da estrada. Isto porque, se não houvesse obras, não haveria tanto trânsito, logo os condutores não andariam tão stressados e não passariam a ser trabalhores apressadores e num constante refilar. E é claro, os turistas poderiam apenas apreciar a paisagem e não toda a agitação típica de Lisboa. E Lisboa, sem todas estas coisas que até podem parecer de alguma forma inúteis ou memso indesejáveis, seria uma cidade morta, de telhados coladinhos, pessoas desatentas e passivas, de condutores domingueiros, com estradas inventadas por terra batida e turistas a passar ao lado. Lisboa é cidade de vícios, mas nem os vícios sobrevivem sem a cidade, sem a cidade vive sem os vícios.
Para quem observa de fora e com o juízo toldado de outros costumes é peculiar o andar e ser da cidade. Para os citadinos, é enfiar na segunda à direita para fugir às obras, refilar por todos optarem pelo mesmo atalho e continuar a ladainha de refilanço por não ter salários, por não ter café, por querer mais férias, mais folgas e menos crise. E, como é claro, nem reparar em tudo o que a cidade tem para oferecer. E refilar mais um bocado por termos os Pasteís de Belém sempre cheios de turistas e sem lugar para sentar. E as obras ali ao virar da esquina...

domingo, 8 de maio de 2011

Hoje vou simplesmentar deixar fluir.
Heje deixo fluir o lápis e descubro que rios ele desenha.
Deixo fluir a língua e perco-me nas suas contrariedades que adoro e que lhe são tão próprias.
Deixo fluir  o sorriso e aprecio os amigos que ele convida.
Deixo fluir o pensamento, certa de que parará em terras longíquas e distantes, e em pessoas demasiados especiais para esquecer.
Deixo-me fluir, e descubro mil expressões sem fim, e um cantinho para cada um delas.
Deixo-me fluir, e relembro que sou apenas o meu eu de ontem a desvanecer, o meu de amanhã a florir.

Hoje vou deixar fluir a vida, ela atrairá alegria.
Hoje deixarei fluir a felicidade, e sei que a recompensa é um mundo rodeado de paixão.
Hoje, que deixei simplesmente fluir, até as nuvens desapareceram do horizonte.
Chuva, hoje, só se for nos aspressores coloridos por onde ainda gosto de saltar.


SM**Cappuccino