sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Do outro lado

Gosto da tua pulseira.
Gosto dos pequenos berloques e do significado que lhes dás.
Gosto de te ver passar os dedos por ele, inconscientemente.
Sabes? Ficas, assim como assim, vulnerável. Exposta ao mundo, abres uma pequena fresta para que eu possa entrar nesse teu estranho e distinto mundo. Mas eu faço sempre demasiado barulho. Uma perturbação na tua lógica detalhada. Um corpo estranho no meio da tua desordenação conhecida. Um fragmento num local onde já existe um todo. E então olhas para mim, com esses teus grandes olhos, fechas a muralha, entras no meu mundo. Nunca pedes autorização, basta-te um olhar para o conseguir.
Mas, sabes? Mesmo que conseguisses, nunca te impediria de entrar. Um pouco de conforto por entre a revolta. um pouco de calma na minha tempestade. Um pouco de calor nesta manhã gelada.
Uma pequena âncora a que me agarrar.


SM**

5 comentários:

lía disse...

obg querida :)

Anónimo disse...

Adorei! Bibis

lía disse...

tens toda a razão. nenhum homem as merece. os que merecem são aqueles que nunca as deixam cair, nao é verdade? :)

lía disse...

tens razão também :) obrigada pelas palavras.

F.G disse...

Gostei bastante :).
É bom termos alguém mesmo nesse sentimento de conforto e revolta ;)